No Salema Eco Camp, acreditamos que cuidar da natureza começa nos pequenos gestos. Foi com essa ideia que, há cerca de dois anos, iniciámos a nossa jornada rumo ao Zero Waste, não como uma meta perfeita, mas como uma escolha diária consciente e mais próxima da terra.
No início, os resíduos orgânicos eram deixados para as nossas galinhas. Era uma solução simples, intuitiva, e que fazia sentido dentro da vida do parque. Mas, com o crescimento do projeto e o aumento do número de hóspedes, percebemos que produzíamos muito mais resíduos orgânicos do que elas conseguiam consumir.
Foi aí que nasceu a nossa compostagem.
Quisemos encontrar uma forma mais respeitosa de devolver à terra aquilo que vem dela. Transformar restos de comida em vida nova. Dar tempo ao tempo e confiar nos processos naturais.
Hoje, aquilo que antes era visto como desperdício transforma-se lentamente num composto rico e fértil, utilizado para nutrir o solo e as plantas do próprio parque. E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas da compostagem: lembrar-nos de que tudo pode voltar a fazer parte do ciclo.

Ao longo destes dois anos, percebemos também que este projeto vai muito além da gestão de resíduos. O Salema Eco Camp recebe pessoas de diferentes países, culturas e formas de viver, e sentimos que esta podia ser uma oportunidade de inspirar pequenas mudanças através da experiência e da partilha.

Com o tempo, esta iniciativa começou também a crescer para além do camping. O restaurante Nazari juntou-se à campanha Zero Waste, contribuindo para este ciclo mais consciente e sustentável através da separação e valorização dos resíduos orgânicos.
Por isso, em cada alojamento deixamos um pequeno balde para resíduos orgânicos. Quem acampa encontra pontos de recolha junto às zonas de compostagem. São gestos simples, quase silenciosos, mas que permitem que cada pessoa participe ativamente neste cuidado coletivo.
Por trás de cada composto existe também muito trabalho diário.
Há uma atenção constante à temperatura, à humidade, à oxigenação e ao equilíbrio da matéria orgânica. A implementação técnica do nosso sistema é apoiada pela Associação ZERO, em Portugal, enquanto a certificação é acompanhada pela Mission Zero Academy (MiZA).

Contamos ainda com o cuidado diário da nossa equipa de regeneração e da nossa especialista em sustentabilidade, que acompanham este processo com rigor, conhecimento e dedicação. Mas, acima de tudo, a compostagem ensinou-nos paciência.
Ensinou-nos que a transformação não acontece de um dia para o outro. Que é preciso observar, cuidar, esperar e confiar. E talvez seja exatamente isso que também procuramos cultivar aqui: uma relação mais consciente com a natureza, com os recursos e com a forma como habitamos o mundo.
E assim seguimos, devagar, no ritmo da terra — vendo a transformação acontecer no solo… e, muitas vezes, também dentro de quem passa por aqui.
Pronto para desacelerar e viver o ritmo da terra? Escolha entre o campismo selvagem, o conforto do glamping ou os nossos estúdios e apartamentos modernos.
